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Esclarecimento sobre matéria exibida no Jornal Nacional

Brasília, 18/11/2018 - No sábado (17), o Jornal Nacional exibiu uma matéria claramente tendenciosa sobre entregas nos Correios, justamente às vésperas do maior evento de compras do comércio eletrônico, a Black Friday.

Mostrou casos pontuais de clientes que aguardavam por suas encomendas e que alegavam atraso na entrega, entre eles um que havia feito compras no exterior. Cabe esclarecer que tal objeto foi entregue ao destinatário no dia 16 de novembro (antes de a matéria ir ao ar), 15 dias úteis após o pagamento do Despacho Postal, ou seja, muito antes do prazo previsto para essa modalidade de entrega, que é de 40 dias úteis (cerca de dois meses). Esse prazo está de acordo com a União Postal Universal - organização internacional que congrega os operadores postais de 192 países, entre eles, o Brasil. Destaque-se que, mesmo tendo solicitado à emissora, os Correios não tiveram acesso aos números de registros dos objetos que estariam sendo utilizados para ilustrar a matéria.

Vale questionar por que a emissora subestimou as informações prestadas pelos Correios, sobre a melhoria dos índices de qualidade e queda das reclamações nos seus canais oficiais de atendimento, destacando casos pontuais e números de reclamações de sites de internet, sem relativizá-los com o enorme volume entregue pelos Correios e sem considerar o aumento das encomendas, especialmente as internacionais - as 55 mil reclamações feitas no site Reclame Aqui correspondem a 0,00001% do total de objetos transportados pela empresa no mesmo período.

É fato que os Correios passaram por dificuldades financeiras e operacionais nos últimos anos. Mas é fato, também, que várias medidas foram adotadas para recuperar a empresa, e essas medidas já mostram resultados. Desde abril deste ano, os Correios vêm melhorando seus índices de qualidade operacional, o que significa maior eficiência nas entregas, especialmente de encomendas, e estão preparados para o aumento do volume, característico do período da Black Friday.

O mercado de encomendas é concorrencial e os Correios ocupam o primeiro lugar nesse segmento, oferecendo serviços de qualidade (a cada 100 encomendas nacionais, 98 são entregues rigorosamente no prazo, o que supera, até mesmo, os maiores operadores logísticos internacionais), a um preço justo, em todos os 5.570 municípios brasileiros - os principais concorrentes chegam a pouco mais de 300 cidades, onde é rentável financeiramente. São mais de 25 milhões de objetos por dia, sendo 1,4 milhões somente encomendas, nacionais e internacionais.

A quem interessa, então, vender à população a falsa imagem de um correio público ineficiente e levar a sociedade a acreditar que os Correios são uma empresa dependente do Governo e que não prestam bons serviços, quando isto não é verdade?

Os Correios são uma empresa pública independente dos recursos do Tesouro Nacional, que entre 2007 e 2013, graças aos seus excelentes resultados financeiros, repassaram ao Governo Federal o equivalente R$ 6 bilhões a título de dividendos e antecipação de dividendos.

Levar ao ar uma matéria facciosa sobre a qualidade dos Correios, às vésperas da Black Friday, significa favorecer os operadores logísticos privados e prestar um desserviço à população. Em vez disso, a Rede Globo poderia contribuir, por meio da produção de matéria séria e equilibrada, com conteúdo que ajudasse a sociedade a compreender como funciona o mercado de encomendas e os custos de se entregar em todo o Brasil, principalmente naquelas localidades de difícil acesso e onde a operação é deficitária. Ajudar a população a compreender como seria o nosso país, de fato, sem um operador logístico público e o alto custo que seria pago pelos usuários dos serviços num cenário como esse, seria o legítimo papel de um veículo de comunicação comprometido com a verdade.