Serviços

Sobre o Espaço

O Espaço Cultural Correios Niterói funciona nas dependências do Palácio dos Correios, na Avenida Visconde do Rio Branco, 481, no Centro da cidade, em frente à estação das barcas

Mais sobre o espaço

O Palácio dos Correios de Niterói é resultado de vários fatores que impulsionaram a construção do prédio. O Decreto nº 7.653, de 11/11/1909, estabeleceu o novo Regulamento da organização, que tinha como uma das metas construir sedes novas dos Correios nas capitais dos Estados. 

Em Niterói a decisão pela construção de um novo prédio também foi influenciada pelo movimento de um grupo representativo da cidade que levou ao presidente da República, Hermes da Fonseca, um abaixo-assinado reivindicando que a cidade dispusesse de uma dependência com melhores condições para o funcionamento do correio. Até então o serviço era prestado num imóvel precário e pequeno, localizado ao lado da estação das barcas.

Na capital federal, Rio de Janeiro, após receber a representação niteroiense e avaliar o pedido, o presidente determinou que a União adquirisse um terreno nas imediações da estação das barcas e nele construísse um prédio próprio para ser correio. O terreno escolhido estava localizado do outro lado da via onde ficava o correio na época.

As plantas do prédio são datadas de 1910 e da autoria do arquiteto italiano Antônio Vannine. A obra foi realizada pela construtora Leopoldo Cunha e Cia. Em 14 de novembro de 1914 o prédio foi inaugurado. A imponência da construção, a altura do prédio comparada a dos imóveis do entorno e sua exuberância arquitetônica deu-lhe o título de Palácio dos Correios.

O Palácio sempre serviu para o funcionamento das repartições postais e telegráficas. Inclusive, a antiga sede da Diretoria Regional dos Correios do Estado do Rio de Janeiro. A partir de 2007, e por sete anos, o prédio ficou fechado para obras de reforma e restauro e a sua reabertura aconteceu em 21 de março de 2014, ano de comemoração do centenário do Palácio. No primeiro pavimento foi exibida a exposição “Aqui Mesmo – Niterói vista pelas lentes de Pedro Vasquez”, com 50 fotos de pontos conhecidos da cidade. O objetivo foi de apresentar ao público uma das atividades que seriam realizadas no prédio com a inauguração do Espaço Cultural.

Além da reforma completa da estrutura do prédio, houve o restauro de toda a fachada e de vários elementos dos ambientes internos, como portas, janelas, piso de madeira, escada central, corrimão etc. O investimento dos Correios foi à ordem de R$ 16 milhões.

Uma das salas, localizada no segundo pavimento, foi completamente restaurada. Nela o visitante pode apreciar as características originais do interior do prédio. Várias camadas de tinta foram retiradas até se chegar às cores e desenhos originais que ornamentam as partes inferior e superior das paredes e do teto. As portas de madeira são originais, bem como o piso de madeira Peroba.

Nessa sala histórica estão expostas duas plantas arquitetônicas, vários ladrilhos hidráulicos cujos modelos são encontrados nos pisos de circulação interna, alguns adornos da fachada e um conjunto de forma que produziram as escamas de cobre das cúpulas das torres do Palácio.

Espaço Cultural Correios

O Espaço Cultural foi criado no dia 14 de novembro de 2014, data do centenário do Palácio dos Correios. A inauguração foi marcada pela exposição “Djanira – cronista de ritos, pintora de costumes”, com a exibição de 120 obras da artista, pertencentes ao acervo do Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro.

No primeiro pavimento do prédio o Espaço Cultural dispõe de duas salas de exposição e uma sala para oficinas. No segundo pavimento há mais quatro salas de exposição, a sala histórica e um auditório que possibilita a realização de eventos de música, humanidades, audiovisual e seminários.

Confira as plantas baixas do Espaço Cultural Correios de Niterói: Planta 01, Planta 02.

 

Programação

EXPOSIÇÕES


Itaboraí, fragmentos do passado 

 A intervenção da Arte na história local torna possível a construção de uma nova forma de enxergar os registros do passado de um jeito mais humano, capaz de despertar nas pessoas de forma mais direta, o fascínio em conhecer a riqueza histórica do município de Itaboraí.

Na intenção de levar essa história saudosista, não só aos amantes da arte, mas a todas as pessoas, que a artista educadora Cris Rosa saiu a campo em busca de informações.

A partir das contribuições fotográficas e do auxílio de amigos pesquisadores, decidiu criar a exposição “Itaboraí, fragmentos do passado”, que através de belas obras de arte consegue transportar o espectador a determinados períodos da história.

A exposição apresenta um trabalho que une memória e arte ao interagir curiosidade com sensibilidade, através de belas telas que exibem, com maestria, os Patrimônios materiais de sua cidade, e parte de seu cotidiano. São edificações construídas, principalmente, entre os séculos XVIII e XIX.

Suas pinturas representam de longa data, uma valiosa contribuição para a História local e para a cultura, pois possibilita um meio para os moradores de Itaboraí, reviverem suas próprias memórias ou acionarem a lembrança do que aprenderam com seus familiares e amigos. 

A harmonia entre a história e a arte, pode ser percebida e reconhecida não apenas pelos moradores da cidade, mas sim, e, sobretudo, pelo encanto presente no olhar de todo aquele que passa a conhecer suas pinturas e entenderem a importância da preservação dos nossos Patrimônios.  Desta forma, o talento dessa artista proporciona para todos nós uma rica contribuição para a valorização de nossa Arte.

 Desde pequena me encantava pela arte. Cresci e hoje me encontro em meio às belezas da criação.  Observar, criar, pintar e se esbaldar num mundo de cores e poder transformar uma superfície em obra de arte, usando diversos materiais, é maravilhoso.  Assim é que hoje vivo: buscando, buscando...

Todo meu trabalho é resultado de um processo contínuo de experimentações e pesquisas, tendo como ponto de partida pintores de nossa história da arte, imagens, obras.

Na verdade é uma trajetória em busca de mim mesma, que pela emoção sentida e pela qualidade do compromisso assumido, define experiência conectando diretamente o gesto desenhado com a minha vida diária”.

Cris Rosa

A Artista

A artista plástica Cristiane Rosa Pereira Jardim, desde criança apresentou aptidão para as artes, e assim traçou seu caminho iniciando suas qualificações na área da pintura em telas experimentando diferentes técnicas aprendidas com seus diversos mestres, dentre eles o pintor Antônio Machado.

  • Graduada em Educação Artística com habilitação em Artes Plásticas pela Universidade Salgado de Oliveira em 1997.
  • Pós-graduada em Arteterapia em Educação e Saúde pela Universidade Cândido Mendes em 2002.
  • Pós-graduada em Educação e Relações Racias - UFF
  • Professora atuante nas Redes: Particular e estadual.
  • Diretora e Professora de Pintura a óleo sobre tela na Escolinha de Arte Iniciarte em Itaboraí.
  • Diversas Exposições e gincanas desde 1991 consecutivamente até a atualidade.

 

Serviço:

Título: “Itaboraí, fragmentos do passado
Artista: Cris Rosa
Curadoria: Marcos Jardim
Visitação: 07 de outubro a 16 de dezembro
de segunda a sábado, das 11h às 18h. Exceto feriados. Entrada Franca.
Local: Espaço Cultural Correios Niterói
Rua Visconde do Rio Branco, nº 481 - Centro.
Fone:  (21) 2622 -3200 / 2621-1161

 

‘PEGADAS: ÁFRICA’

A exuberância da África em lindas imagens

Resistência. É a palavra que não me saiu da mente ao me deparar com a obra de Frederico Figueiredo. Resistência da natureza frente à invasão da civilização. Resistência dos animais à selvageria pecuniária humana. Pura resistência.

Influenciado pelo colosso fotográfico intitulado “Gênesis”, de Sebastião Salgado, Figueiredo nos brinda com seu olhar em “Pegadas: África”, o primeiro de uma série de trabalhos, que tem como ponto de partida o continente africano. Em “Gênesis”, Salgado nos leva a visitar lugares intocados pelo homem civilizado, naturezas virgens, remanescentes do avançar territorial dos povos, dispostas nos dias de hoje da mesma forma como brilharam há centenas de milhares de anos.

Figueiredo, por sua vez, joga luz sobre regiões que o homem civilizado povoou, porém nas quais a natureza segue resistindo bravamente. Seja nas cadeias de dunas do deserto da Namíbia, nas árvores esquálidas na bacia do Deadvlei, na sobrevivência dos animais apelidados de Cinco Grandes (The Big Five), ou na imensidão rochosa da África do Sul cortada por veias de asfalto, as pegadas deixadas pela interferência do homem civilizado vêm sendo apagadas pela natureza em sua luta pela existência.

Se “pintar é escrever com luz”, como dito pelo autor Carlos Ruiz Zafón, fotografar é domar a luz, é se opor ao fim, é ludibriar o tempo para manter perene o olhar sobre uma cena cuja substância está em eterna mutação.

Fotografar também é resistir.

Edu Martins

(Escritor e psicólogo)

O ARTISTA 

Aos 40 anos, Frederico Figueiredo está mais rápido do que nunca.
Agora aplicando sua fotografia dedicada por anos
para a publicidade e ao nu feminino.
Frederico Figueiredo agora retrata o mundo:
seus hábitos, gente, natureza, comida, economia
e tudo que acontece nas mais diversas partes do nosso planeta. 

SERVIÇO: 

Exposição: ‘Pegadas: África’
Artista: Frederico Figueiredo
Curadoria: Edu Martins
Produção Executiva: Frederico Figueiredo, Edu Martins e Henrique Lott
Abertura: 30 de setembro de 2017 – às 16 horas
Exibição: 02 de outubro a 02 de dezembro de 2017
Local:  Palácio dos Correios
 Av. Visconde do Rio Branco, 481 - Centro
 24020-004 - Niterói - RJ
Tel.: (21) 2622-3200 / 2621-1161


VEJO MAR 

 

Com curadoria de Luiz Guilherme Vergara, a mostra se orienta no pensar cotidiano da poesia, no criar analogia, no pensar metáforas. Tendo como matéria plástica e unificadora, o mar, em sua pluralidade de significantes e significados. Através do recurso da vídeo instalação a artista Gabriela Bandeira reúne relatos colhidos na Escócia e no Brasil entre o período de janeiro de 2016 a junho de 2017.

Resultado da residência artística na instituição SSW- Scottish Sculpture Workshop, em Lumsden, e com a ressonância da proposta na volta da artista ao Brasil, entre as travessias das barcas Rio x Niterói, tendo como plano de fundo as relações entre homem e natureza, emergindo uma parcela do cotidiano na Baia de Guanabara.

As perguntas "Como você descreveria o mar?", Qual a sua primeira recordação de estar na presença dele?", foram geradoras desta coleta de vozes que constituem a matéria poética das memórias compartilhadas nesta instalação. 

Serviço: 

Título: “Vejo o Mar”
Artista: Gabriela Bandeira
Curadoria: Luiz Guilherme Vergara
Visitação: 16 de setembro a 04 de novembro de segunda a sábado, das 11h às 18h. Exceto feriados. Entrada Franca.
Local: Espaço Cultural Correios Niterói
Rua Visconde do Rio Branco, nº 481 - Centro
Fone:  (21) 2622 -3200 / 2621-1161


LÍGIA TEIXEIRA APRESENTA OBRAS COM VIÉS PSICOLÓGICO E SOCIAL NO ESPAÇO CULTURAL CORREIOS, EM NITERÓI

 ABERTURA: DIA 2/9, DAS 15H ÀS 19H

 

Fetiches, estereótipos, clichês, idealizações e simbolismos fazem parte do repertório do trabalho da artista visual Lígia Teixeira, que abre exposição no dia 2 de setembro, sábado, no Espaço Cultural Correios, em Niterói. Sob a curadoria de Isabel Sanson Portella, “TEU LADO B É MEU LADO A” instiga o espectador a decifrar e interpretar a imagética do desejo e suas pulsões em dez telas que têm como tema o imaginário que envolve as questões da sedução, do erotismo, da relação amorosa e do universo feminino, contextualizados sob um viés psicológico e social. 

“Tenho interesse em analisar as diversas manifestações da representação do feminino na contemporaneidade, principalmente na mídia, lugar por excelência da formação de uma concepção ideológica da condição da mulher na sociedade. Somos bombardeados pela propaganda desenfreada e inescrupulosa, e também é meu foco a questão da violência simbólica de gênero a nos submeter a constrangimentos diários impostos pelas representações sociais (de gênero) tanto ao feminino quanto ao ser masculino”, afirma a artista.

 A gênese do processo criativo de Lígia Teixeira se dá na apropriação de imagens do cotidiano colhidas na internet, jornais e revistas. Sob a aparente banalidade dos assuntos, contrapondo situações aparentemente desconexas, invertendo os papéis sociais do homem e da mulher, cotejando situações de dor e prazer, tragédia e felicidade, desconstruindo clichês e estereótipos, Lígia procura “ressignificar” essas imagens, induzindo o espectador a novos questionamentos e indagações não só no plano intelectual como no do simbólico. 

SOBRE A ARTISTA

Nasceu, vive e trabalha no Rio de Janeiro.  Graduou-se em Arquitetura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro da UFRJ com especialização em Urbanismo pela Université de Paris VIII na França.  Fez seus estudos de arte no Museu de Arte Modena do Rio de Janeiro e Escola de Artes Visuais do Parque Lage.  Realizou as seguintes exposições individuais:  no Centro Cultural Correios de Niterói em 2017, na Galeria Cândido Mendes do Centro em 1990, Galeria Cândido Mendes de Ipanema em 1995, no Paço Imperial em 1998, no Museu Nacional de Belas Artes em 2001, no Rio de Janeiro, RJ; na Fundação Joaquim Nabuco em Recife, PE em 2003, no Espaço Imaginário em 2010 e Galeria OKO Arte Contemporânea em 2011, ambos no Rio de Janeiro. 

Participou das coletivas: CAVERNÁLIA – Arqueologia do Traço – 2017 – Centro de Artes UFF – Niterói, Showroom - Galeria Transparente no CCJF em 2016, Quem Viver Verão na Galeria Sérgio Gonçalves em 2014/2015/2016, Panorama-Terra no Consulado da Argentina em 2012, no Rio de Janeiro.  Mutações na Galeria de Arte UFF em Niterói em 2009, Estranha Coletiva na Galeria Durex em 2008 no Rio de Janeiro, Casa Matriz na Galeria de Arte UFF em Niterói em 2005, Aquarela Brasileira no Centro Cultural Light em 2001, Mostra Rio-Gravura no Centro Calouste Gulbenkian em 1999, Pinturas na Galeria Thomas Cohn em 1996, no Rio de Janeiro, Ponte Rio-Niterói na Galeria de Arte UFF em 1996, Novíssimos na Galeria IBEU e Novos/Novos no Centro Empresarial-Rio em 1988,  no Rio de Janeiro, RJ,  entre outras, e de várias salões como o Salão Carioca, Salão Nacional de Artes Plásticas da FUNARTE, Salão Paulista,  Salão de Curitiba, entre outros.

Serviço:

Título:TEU LADO B É MEU LADO A
Artista: Lígia Teixeira
Curadoria: Isabel Sanson Portella
Abertura: 02 de setembro
Visitação: 04 de setembro a 21 de outubro/17
de segunda a sábado, das 11h às 18h. Exceto feriados. Entrada Franca.
Local: Espaço Cultural Correios Niterói Rua Visconde do Rio Branco, nº 481 - Centro.
Fone:  (21) 2622 -3200 / 2621-1161. 

Espaço Cultural Niterói

Localização:
Espaço Cultural Correios
Av. Visconde do Rio Brando, 481 - Centro
24020-004 - Niterói - RJ
Telefone: 0XX 21 2622-3200
e-mail: rjeccniteroi@correios.com.br

Visitação:
De segunda-feira a sábado, das 11h às18h (exceto feriados).
Entrada franca.