Portal dos Correios

Sobre o Centro

O Centro Cultural Correios Rio de Janeiro está localizado na Rua Visconde de Itaboraí, 20, no centro da cidade. Integra o Corredor Cultural, tendo como vizinhos a Casa França Brasil, ao lado, e o Centro Cultural do Banco do Brasil, defronte.

Mais sobre o centro
O imóvel foi inaugurado em 1922. As linhas arquitetônicas da fachada, em estilo eclético, caracterizam o prédio do início do século, construído para sediar uma escola do Lloyd Brasileiro. Mas isto não ocorreu e o prédio foi utilizado, por mais de 50 anos, para funcionamento de unidades administrativas e operacionais dos Correios. Na década de 80, o imóvel foi desativado para reformas, sendo reaberto em 2 de junho de 1992, parcialmente restaurado, para receber a "Exposição Ecológica 92", evento integrante do calendário da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente - RIO 92.

A inauguração oficial do Centro Cultural Correios aconteceu em agosto do ano seguinte, com a Exposição Mundial de Filatelia - Brasiliana 93. Desde então, o Centro Cultural Correios vem marcando a presença da instituição na cidade com promoção de eventos em áreas diversas, como teatro, vídeo, música, artes plásticas, cinema e demais atividades voltadas à integração da população carioca com formas variadas de expressão artística.

Suas instalações, adequadas à realização de diversificada programação, ocupam integralmente os 3.480m2 da área do prédio. O Centro Cultural Correios Rio de Janeiro é dotado de três pavimentos interligados por um elevador, também do início do século, de onde se pode ter uma visão panorâmica de todo o ambiente interno.

No andar térreo, está localizado o Teatro com 320 m² e capacidade para 200 pessoas.

Também no térreo há uma Galeria de Arte para pequenas mostras. No segundo e terceiro pavimentos, estão localizadas dez salas de exposições, com infra-estrutura e iluminação propícia a eventos de grande porte.

Ao fundo da Galeria de Arte está localizada a Agência JK, que oferece os serviços de Correios e de conveniência, com funcionamento de terça-feira a domingo, do meio-dia às 19 horas.

O Centro Cultural Correios dispõe também de um Bistrô, que funciona durante o horário de realização dos eventos.

A Praça dos Correios - uma área aproximada de 1,3 mil m² ao ar livre, com espelho d'água e suporte de uma concha acústica, que pode receber um público numeroso para eventos a céu aberto.

O Centro Cultural Correios, em média anual, recebe um público 400 mil visitantes e promove cerca de 50 eventos, com atrações variadas de teatro, música, dança, cinema e vídeo, além das exposições de diversos tipos de arte.

Confira as plantas baixas do Centro Cultural Correios no Rio de Janeiro



Programação

EXPOSIÇÕES

“KAHLO-RIVERA 100” – ALLIANCE GRAPHIQUE INTERNATIONALE (AGI) E CONSULADO DO MÉXICO
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Exposição Kahlo-Rivera 100 reúne cartazes de designers membros da Alliance Graphique Internationale, incluindo duas obras dos artistas brasileiros Rico Lins e Kiko Farkas.

Inédita fora do México, a exposição de cartazes Kahlo-Rivera 100, criada por um grupo relevante de designers gráficos membros da ALLIANCE GRAPHIQUE INTERNATIONALE (AGI), será exibida no Centro Cultural Correios, no Rio de Janeiro, a partir de 22 de agosto e até 23 setembro de 2018.

A exposição apresenta uma seleção de 40 de 100 cartazes de designers e artistas de vários países, inspirados e motivados pela vida e obra dos artistas mexicanos Frida Kahlo e Diego Rivera, em uma compilação coordenada pela renomada designer mexicana Gabriela Rodriguez, no contexto do centenário do nascimento de Frida Kahlo, e como um tributo para ela e para Diego Rivera.

É uma distinção para aqueles que foram e ainda são, até hoje, bem como controverso, um casal amoroso incomum de artistas mexicanos que transcendiu por sua contribuição significativa para a arte universal.

A convocatoria para o disenho desta série de cartazes foi realizada em 2007. Depois de vários anos de circulação pelo México, a exposição finalmente começa netse ano sua turnê internacional. A abertura no Rio de Janeiro vai coincidir com a abertura da mesma exposição em Dallas, Texas, como os dois primeiros locais fora do México.

De acordo com Gabriela Rodriguez, a exposição é uma tentativa de criar um diálogo entre a arte de Frida e Diego com as ferramentas, visualizações, cores e composições do design gráfico contemporâneo, em uma espécie de encontro transcendental através da história e dos gêneros artísticos.

Esta exposição de cartazes reúne a 93 membros designers de AGI, incluindo representantes da Alemanha, Austrália, Áustria, Brasil, China, Espanha, EUA, Finlândia, França, Grécia, Itália, Japão, México, Noruega, Reino Unido e Suíça.

AGI é uma organização internacional sem fins lucrativos que reúne designers gráficos do mundo para compartilhar experiências e projetos de excelência em design, e para discutir sobre temas relacionados e incentivar o pensamento de design em escolas e universidades. Esta exposição de 100 cartazes reúne 93 colegas da AGI.

Serviço:

Exposição: “KAHLO-RIVERA 100” – ALLIANCE GRAPHIQUE INTERNATIONALE (AGI) E CONSULADO DO MÉXICO

Período: Até 23 de setembro de 2018.
Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 12h às 19h.
Local: Centro Cultural Correios Rio de Janeiro
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, n. 20, Centro, Rio de Janeiro.
Tel.: 2253-2580 (recepção)


“CONSTELAÇÕES / MIGRAÇÕES” – PIETRO RUFFO
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O Instituto Italiano de Cultura do Rio de Janeiro, com o apoio de Centro Cultural Correios, traz pela primeira vez ao Brasil uma exposição do artista italiano contemporâneo Pietro Ruffo.

Places and Power é um bate-papo no qual o artista Pietro Ruffo aborda três grandes temas da atualidade: legitima defesa, liberdade e o fenômeno da migração. Esses tópicos permanecem um desafio para a nossa sociedade contemporânea. Quer por razões climáticas, quer por tensões políticas ou pela simples procura de melhores condições econômicas ou religiosas, esses assuntos refletem uma humanidade cada vez mais interconectada, questões que vão muito além das fronteiras geográficas e culturais de cada país.

Ruffo usa a história e a política para mostrar aos alunos, através da arte e dos símbolos, como observar, interpretar e compreender essas questões: partindo de um simples lápis e uma folha de papel, esses conceitos são convertidos em formas arquitetônicas e projetos cenográficos (Valentino, Dior, Venaria Reale) onde o artista transforma o seu trabalho em espaços urbanos reais e concretos. 


Biografia: 

Pietro Ruffo nasceu em Roma em 1978, formou-se em arquitetura. Em 2009, ganhou o Prémio Cairo e, em 2010, o Prémio de Nova Iorque com uma bolsa da Italian Academy for Advanced Studies da Columbia University e no ISCP, The International Studio & Curatorial Program em Nova Iorque.

Em 2012, fez uma residência artística na Fundação Nirox em Joanesburgo, África do Sul e, em 2013, outra residência no Fountainhead Residency Program em Miami.

Entre as principais exposições individuais recordam-se: Terra Incognita, Delhi; SPAD SVII, GNAM, Galleria Nazionale d’Arte Moderna, Roma; The Political Gymnasium, Blain Southern, Londres; A Complex Istant, Moscovo, projeto especial para a quarta Bienal de Moscovo; Irhal Irhal, Galleria Lorcan O’Neill, Roma; Six Nations, Galleria Lorcan O’Neill, Roma.

Expôs a suas obras também em museus e fundações italianas e estrangeiras, incluindo: MAXXI Museo Nazionale delle Arti del XXI Secolo, Roma; Centro per l’Arte Contemporanea Luigi Pecci, Prato; Instituto Italiano di Cultura de Los Angeles; Centro Arti Visive Pescheria, Pesaro; Museo d’Arte della Città di Ravenna; Museum of Art and Design, Nova Iorque; MACRO, Museo d’Arte Contemporanea, Roma; Tenerife Espacio de Las Artes, Espanha; Kaohsiung Museum of Fine Arts, Taiwan.

As suas obras integram várias coleções de museus e fundações privadas, como a Collezione Farnesina, a Deutsche Bank Foundation; MAMBO Museo d’Arte Moderna de Bolonha; MACRO, Roma; Fondazione MAXXI, Roma; Museo d’Arte Contemporanea Ravenna; Fondazione Pastificio Cerere, Roma; Fondazione Giuliani, Roma; Depart Foundation, Roma e Los Angeles; Fondazione Guastalla, Lugano; Lodeveans Collection, Londres.


Serviço:

Exposição: “CONSTELAÇÕES / MIGRAÇÕES” – PIETRO RUFFO
Período: Até 23 de setembro de 2018.
Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 12h às 19h.
Local: Centro Cultural Correios Rio de Janeiro
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, n. 20, Centro, Rio de Janeiro.
Tel.: 2253-2580 (recepção)

 

“COEXISTÊNCIA” – VOLTA COLETIVO DE ARTE
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 O Volta Coletivo de Arte apresenta a nova exposição, “Coexistência” no Centro Cultural Correios do Rio de Janeiro.

O público poderá conferir trabalhos de diferentes linguagens contemporâneas: instalações e pinturas inspiradas em olhares diversos sobre o cotidiano, a arquitetura, as ruas, a poesia, afetos e violência contra a mulher.

As obras são de autoria dos cinco artistas visuais Ana Paula Lopes, Bruno Schmidt, Marcello Rosauro, Paloma Carvalho, Roberto Barciela. O coletivo existe há dois anos e vem se apresentado em instituições culturais, como o Parque da Ruínas, onde a exposição  foi visitada por 45 mil pessoas.

A exposição poderá ser vista até 23 de setembro. A entrada é gratuita.


As obras


Reminiscências, de Ana Paula Lopes

A pesquisa de Ana Paula Lopes investiga o presente oculto, velado, trazendo para o espaço da instalação a experiência inscrita no corpo, nos corpos. Sua escuta é acentuada por radicais questionamentos sobre máscaras e personagens acatados e naturalizados. Aqui, especificamente, os femininos. O questionamento sobre a nuance: onde termina o afeto e começa o abuso? Qual dor deixa de ser consentida nas esferas social e privada? Como coexistir e conviver com a diferença?

Ana Paula Lopes, com vasta experiência em artes plásticas e artes cênicas, já expôs no Museu Nacional de Belas artes, na UFRJ, no Parque das Ruínas, apresentou performance no IX Salão de Arte Contemporânea de São Paulo, entre outros trabalhos como atriz, professora e diretora teatral.

Ana Paula se interessa “em investigar a tragicidade do humano, a sua potência poética e estética, para questionar os modos de ser e conviver.”


Extrativismo Urbano, de Bruno Schmidt

Bruno Schmidt, coletor. Das ruas, extrai o suporte físico e a inspiração para suas pinturas. Como um seringueiro que da floresta retira o látex, caça nos lambe lambes o estímulo publicitário, imperativo, já nascido com prazo de validade, que foi informação. Bruno, numa sincera disposição para a escuta do diverso, como um indigente ou um flâneur, constantemente coleta, coleciona fragmentos daqueles discursos. Agora, meros signos desconexos, sem disposição de valor prévio que Bruno vira do avesso e, numa atividade cubista, lhes confere outras finalidades: sistemas provisórios, descascados e rejuntados, à espera de sentidos que se recusam a estabilizar. Das camadas arqueológicas de cola, dos fragmentos que são mensagens agora indecifráveis, emergem novas vidas em pinturas de grande escala.

Na contracorrente, o espaço institucional também ganha potência ao ser percebido como extensão da rua. O artista escava imagens anônimas nascidas da repetição mecânica barata. No emergir estético, supera valores previstos, determinados. Em  suas telas, não há  distinção de origem –refugo, público ou privado – apenas o fato plástico atual. São peles que emergem da competição incessante de estímulos da cidade e ganham um lirismo até então estranho ao que se costuma denominar de arte pop. Essas obras não são imagens –testemunhos de vidas passadas –, pois são perecíveis, estão em constante transformação. Vida e morte, beleza e verdade, sobrepõem-se constantemente. O artista  declara: “minha obra não é asséptica, eu busco o desconforto, a insônia, uma beleza áspera”.

 

Infâncias Fósseis, de Marcello Rosauro

Marcello Rosauro explora técnicas de escultura buscando novos modelos de narrativa visual. Renova a tradição do baixo relevo usando os muros como emergências de infâncias fósseis. Recupera sua própria memória, projetada à de sua filha: o passado atualiza-se nas paredes tomadas como muros de onde brotam figuras pop-ancestrais que emulam a recorrência de brinquedos. Ao invadirem nossa paisagem íntima, passam a pertencer-nos e petrificam-se na argamassa sensibilizada. Designer experiente na observação das formas do corpo, nos surpreende com formas icônicas de brinquedos que emergem das paredes como esculturas.

Marcello Rosauro é artista interdisciplinar já tendo realizado trabalhos nos campos das artes visuais, design experimental, tipografia e música. Professor de computaçào gráfica, pós-graduado em mídias digitais interativas e mestrado em ergonomia. Atualmente explora técnicas de escultura buscando novos modelos de narrativa visual. "Busco no trabalho de arte o valor etnográfico. Relato a época em que vivo através da linguagens visual, livre de regras e preconceitos."


Somatória, de Paloma Carvalho 

As mesmas brancas paredes mais à frente se tornam horizontes cromáticos permeáveis na instalação “Somatória”, de Paloma Carvalho. Corta-se o espaço com um rastro visual de camadas transparentes, faixas fluorescentes de trajetória triangular. Planos velozes, num zigzag suspenso que ilumina a bela estrutura de aço do prédio, nos levando a perceber seus espaços não ortogonais. Assim, se desconstrói a impessoalidade da construção, lhe delegando afeto, ao ritmá-la com gradações de cores, propondo um jogo de cores à “geometria” da planta baixa. Consequência de um ritmo frenético: mais energia que massa; mais contraste dinâmico que harmonia visual.

Paloma Carvalho é doutora em historia da arte e professora adjunta de Teoria da Arte (UERJ). A cor na arte contemporânea é tema de suas pesquisas teóricas e de suas investigações em pintura. Paloma declara: “quero dar autonomia à cor, liberar sua emoção, sua energia –superar a forma da primazia do desenho”.

 

A Forma do Tempo, de Roberto Barciela

Roberto Barciela, em “A Forma do Tempo”, investiga sutis relações entre o espaço-tempo e suas imagens ancestrais numa instalação suspensa de 250 metros quadrados, onde desenvolveu objetos em diversas escalas. A Instalação, enquanto poética, se inspira na forma das edificações e nos objetos de uso cotidiano, como redes, puçás, linhas, cordas, pesos, relógios, frutas, esferas e instrumentos, que se transformam em metáforas: idéias poéticas do espaço-tempo ser curvo.

A Instalação, absorve e constrói o espaço em sua volta, rodeada de idéias e conceitos. Assim, surgem outras realidades e experiências no espaço-tempo. O tempo adquire uma forma “esférica”, considerada eterna. Na geometria da trama surgem cones: armadilhas que capturam energias em padrões geométricos, resultando em formas primevas, suspensas, com frequências e ritmos. Há um facho de luz - Trajetória que percorre a trama geométrica e revela fragmentos, origens. De início, contornos. Pontualmente, estabelecem uma cosmologia: precipita-se a matéria, instaura-se um ciclo. São elementos concretos que adquirem forma a partir da criação. É nessa configuração visível que ocorre o conjunto de disposições físicas - cores, dimensões, texturas, tonalidades - capazes de mudar os sentidos. Roberto declara: “quero dar vida à instalação, de forma poética”.

Roberto Barciela é artista plástico, suas obras fazem parte de coleções particulares.  Participou de exposições e salões de arte no Brasil e no exterior, onde recebeu prêmios e menções honrosas: Premiado no Novíssimos IBEU 2008; Prêmio SESC de Fotografia Marc Ferrez – edição 2009; Prêmio Aquisição no 7o. Salão de Acubá – Cuiabá MT, 2011.

Participa pelo quarto ano consecutivo de exposições no exterior: França, Vaison-La-Romaine, Saint Véran, Cite’ Médievale, La Galerie. Edição 2017 / 2016 / 2015 / 2014. Como artista plástico, atua em assistências, projetos, exibições e exposições no Brasil e exterior. Pela Barciela Studios|Maker, criou e produziu mostras de Artes Visuais, Cinema, Fotografias e Instalações – organizadas pelo Instituto Pão de Açúcar de Desenvolvimento Humano e o Grupo Amil. Criou e dirigiu, por três anos, o Núcleo Cultural Amil, onde fomentou e implantou projetos de Artes Plásticas no Brasil e exterior. Fez residência artística na França, Provence, Saint Véran, no ano de 2016, com Orientação e Curadoria de Frédéric Vinzia.

Desenvolveu o Prêmio FGV de direitos humanos|Prêmio Paulo Sérgio Pinheiro, Conselho de Direitos Humanos da ONU, 2014. Desenvolveu 10 Prêmios para a FGV no ano de 2015, em homenagem aos Fundadores. Desenvolveu o Prêmio FGV de direitos humanos|Prêmio Carlos Augusto Ayres de Freitas Britto, 2016. Desenvolveu um projeto de Arte Contemporânea para o colecionador José Octávio Montesanti, em 2013.

Pós-graduado em Gestão Estratégica da Informação e Inteligência Competitiva, SENAC – Rio | Artigo (2008), “O Valor da Informação na Arte Contemporânea”. Roberto atua como Artista Visual desde os anos 1980, formado pela Escola de Artes Visuais EAV.

Roberto Barciela atualmente trabalha no ateliê do Vale das Videiras, Petrópolis, Rio de Janeiro / RJ.


Serviço:

Exposição: “COEXISTÊNCIA” – VOLTA COLETIVO DE ARTE

Período: Até 23 de setembro de 2018.
Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 12h às 19h.
Local: Centro Cultural Correios Rio de Janeiro.
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, n. 20, Centro, Rio de Janeiro.
Tel.: 2253-2580 (recepção)

 

“PEQUENAS OPHELIAS E ICEBERGS” – MARTHA WERNECK
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     A artista apresenta a série “Pequenas Ofélias e icebergs”, com pinturas que 

exploram a fusão entre o corpo da mulher e os icebergs.

As pinturas de Martha Werneck fazem a fusão de duas imagens-conceito: o corpo das mulheres retratadas pela artista e os icebergs, referindo-se ao que constitui o inconsciente e o consciente do indivíduo. Ambos nos dizem sobre o que está visível em oposição ao que está submerso e profundo. Nessa pesquisa, a figura feminina transparece como um ser que cria e precisa inventar a sua identidade como mulher, na qual o insondável faz parte.  

A reflexão apresentada pelas pinturas perpassa pela resistência e esforço das mulheres que trabalham com a criação artística e relutam em deixar essa potência submersa. Em retratos e autorretratos que dialogam com pequenas paisagens de icebergs, a pintora toca em questões que envolvem o feminismo como campo de atuação política da mulher artista, a expressão do que é ser e estar nesse papel de autodefinição e de balizamento da identidade do feminino. A referência à personagem Ofélia da obra Hamlet, de Shakespeare, aborda o conceito da melancolia como propulsor da descoberta de si, de um renascimento através do suicídio simbólico.

A exposição, acompanhada de textos que expõem o processo de criação e a poesia dos trabalhos, é baseada em pesquisas que partem da estética Romântica do século XIX, incluindo as investigações técnicas da linguagem da pintura figurativa contemporânea. Os trabalhos em óleo sobre madeira e sobre metal levam em conta sucessivas camadas de veladuras, fundos de imprimação colorida e underpaintings monocromáticos.  

Martha Werneck é pintora, professora doutora e pesquisadora do Curso de Graduação em Pintura da Escola de Belas Artes da UFRJ. Seu processo de criação é exposto no instagram através do perfil @martha.werneck.


Serviço:

Exposição: “PEQUENAS OPHELIAS E ICEBERGS” – MARTHA WERNECK

Período: Até 23 de setembro de 2018.
Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 12h às 19h.
Local: Centro Cultural Correios Rio de Janeiro.
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, n. 20, Centro, Rio de Janeiro.
Tel.: 2253-2580 (recepção)


“TIJUCAS: ESPAÇOS EM TRANSFORMAÇÃO” – KARINA WOLFF
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Artista Karina Wolff promove discussão sobre território e pertencimento em um dos
mais tradicionais bairros cariocas

O projeto Tijucas é uma proposta de pesquisa artístico-geográfica que almeja promover uma discussão sobre o território conhecido como Grande Tijuca: suas

fronteiras, bairrismo, vozes e caminhos. A região hoje denominada Grande Tijuca é um conglomerado de bairros vizinhos que tem na Tijuca (e mais especificamente na Saens Peña) seu núcleo aglutinador. O espaço era originalmente uma região pantanosa que, após uma série de obras de drenagem, passou a abrigar chácaras e sítios de classe alta. Graças a esta identificação como região nobre, o nome Tijuca acaba destacando-se das demais identidades locais, iniciando assim sua expansão e absorção dos espaços vizinhos. A obra TIJUCAS parte da percepção de moradores e freqüentadores de tais territórios, servindo-se dos depoimentos colhidos para a elaboração de um mapa sonoro de errâncias urbanas, contendo diversos roteiros através do bairro até suas fronteiras com territórios vizinhos.

A demarcação territorial está entre uma das mais antigas práticas da humanidade, tendo na projeção da muralha seu maior símbolo material. A muralha, porém, não apenas delimita e segrega o “dentro” do “fora” e o “eu do “outro”, mas também origina um espaço neutro entre esses: o da própria fronteira; cuja essência de vazio ou plenitude está em constante questionamento. Tal divisa, por muitas vezes expande-se para ocupar outros territórios a sua volta, recolhendo-os sobre um só nome e confundindo os limites daqueles que o compõe. A gradual perda de identidade é um risco constante nestes casos, levando a natureza do indivíduo a assumir um caráter efêmero e questionável ainda que, de certa forma, consoante com a existência igualmente fluida para a qual aponta a progressiva realidade digital. Relatos locais possuem a força necessária para mapear a região da forma mais precisa e fiel à realidade vivida, destacando tanto os percursos através dessa quanto os pontos-chave que a compõe. O ato de caminhar através deste mapa urbano pode ser assim entendido como uma afirmação territorial, uma evidência que constata não apenas a existência do indivíduo a partir do local que ocupa como também a presença do próprio espaço, garantido pelos passos que o constituem. O caminhar abre espaço para a criação da cidade metafórica, aquela que contém as teias subjetivas que ligam espaços e indivíduos e que se encontra sobreposta à cidade visual.

O som também se destaca como importante fator de delimitação espacial por ser o sistema de comunicação um dos principais fatores para o mapeamento urbano. A globalização se dá pela redução das distâncias de trocas, não apenas de produtos, mas principalmente de informações. Sua transmissão (na qual o som destaca-se como meio primordial) define limites, e de sua velocidade de propagação resulta a aproximação das fronteiras, e a desordem na clareza entre limites. A audição oferece uma compreensão do mundo pela lógica da forma verbal, aglutinando locais e sujeitos de modo a fazer do indivíduo um participante ativo em sua realidade. Seguindo tal lógica, uma memória narrada, como as que compõem o mapeamento sonoro de TIJUCAS; revela-se como um mapa de ações que conduz os passos do ouvinte.

Território e pertencimento são duas noções próximas, mesmo complementares em alguns casos, e passíveis de serem apropriadas de diferentes formas. Ao longo do projeto TIJUCAS foram explorados quatro meios de aproximação de tais conceitos: as fronteiras, a identidade, o som e o caminhar; utilizados como forma de investigar o conjunto da Grande Tijuca e as manifestações de tais práticas em escala bairrista. O desenho das divisões entre os territórios é caracterizado por um conjunto de fatores que vão desde limites geográficos (rios, montanhas, florestas) e dados numéricos (CEP, IPTU) até o talvez mais importante dentre seus elementos, a memória afetiva, que liga acontecimentos pessoais aos espaços das ruas, casas e praças. Mas o que define os limites que norteiam os bairros? Como se manifestam os habitantes dos espaços “em transição”? E teria uma identidade local tão específica com idioma, costumes e cultura partilhados por todos os envolvidos, pertinência semelhante àquela que, internacionalmente, leva à construção de muralhas cada vez maiores e à rejeição de “forasteiros”?


Serviço:

Exposição: “TIJUCAS: ESPAÇOS EM TRANSFORMAÇÃO” – KARINA WOLFF

Período: Até 23 de setembro de 2018.
Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 12h às 19h.
Local: Centro Cultural Correios Rio de Janeiro.
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, n. 20, Centro, Rio de Janeiro.
Tel.: 2253-2580 (recepção)


“FACES DO REFÚGIO” – ACNUR
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O público é convidado a conhecer mais
sobre a realidade do deslocamento forçado no Brasil e no mundo.

Agência da ONU para Refugiados, inaugura no Centro Cultural dos Correios, a exposição fotográfica “Faces do Refúgio”, composta por 52 fotografias feitas pelo ACNUR em diferentes partes do mundo. Essa é a primeira vez que a mostra, cuja curadoria foi realizada em conjunto com o Atelier Vanessa Poitena, desembarca na capital carioca.

O público conhecerá as principais crises de deslocamento forçado da atualidade causadas por conflitos em países como Síria, Sudão do Sul, República Democrática do Congo e Mianmar, além de histórias de resiliência de crianças, homens e mulheres que enfrentaram graves violações de direitos humanos e buscam uma oportunidade de reconstruir suas vidas.

“Os refugiados são como eu e você. A grande diferença é que essas pessoas se veem, do dia para a noite, obrigadas a deixar tudo para trás por uma questão de sobrevivência. O refúgio não é uma escolha. Pessoas deixam tudo para trás para salvar suas vidas”, destaca Natasha Alexander, chefe da unidade de parcerias com o setor privado. “A exposição é uma ferramenta de conscientização para que as pessoas conheçam um pouco mais sobre essa realidade”, completa.

Dados do ACNUR indicam que mais de 65 milhões de pessoas no mundo encontram-se fora dos seus locais de origem devido a guerras, conflitos e perseguições. Lançado em junho, o relatório “Tendências Globais” reúne dados coletados pelo ACNUR sobre o deslocamento forçado no mundo.

De acordo com dados do CONARE (Comitê Nacional para os Refugiados), o Brasil reconheceu até o final de 2017 um total de 10.145 refugiados de diversas nacionalidades. Destes, 5.134 continuam no país na condição de refugiado, sendo que 52% moram em São Paulo, 17% no Rio de Janeiro e 8% no Paraná. Os sírios representam 35% da população refugiada com registro ativo no Brasil. Os demais, que não mantêm a condição de refugiado, podem ter retornado voluntariamente ao seu país de origem por ter recuperado a proteção que antes lhes faltava, ou ainda ter se naturalizados brasileiros, solução duradoura de proteção e integração de um refugiado à sociedade brasileira.


Serviço:

Exposição: “FACES DO REFÚGIO” – ACNUR

Período: Até 23 de setembro de 2018.
Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 12h às 19h.
Local: Centro Cultural Correios Rio de Janeiro.
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, n. 20, Centro, Rio de Janeiro.
Tel.: 2253-2580 (recepção)


“LUZ, VIDA E PAZ” – ALEXANDRE DANG
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      Artista visual francês apresenta pela primeira vez no Brasil sua arte cinética com
apelo  sustentável

O artista francês Alexandre Dang vive e trabalha em Bruxelas, na Bélgica, e apresenta no Centro Cultural Correios sua primeira exposição no Brasil.

Dang tem formação científica como engenheiro da Escola Politécnica de Paris. Convencido da necessidade de desenvolver o conhecimento do potencial sustentável da tecnologia, ele passou a desenvolver pesquisas e projetos artísticos incorporando energia solar em suas obras de arte cinéticas.

Por meio de seu trabalho, ele acredita que contribui para a educação do grande público em relação aos temas contemporâneos que representam os grandes desafios do futuro.

Em nosso planeta, em pleno século XXI, existe 1 bilhão e 300 mil pessoas que não têm acesso à energia elétrica. A necessidade urgente de abordar esta questão é a força motriz do compromisso artístico de Alexandre Dang, no qual ele combina abordagem científica, preocupação ambiental e humanismo.

Suas obras já foram expostas em importantes instituições culturais ao redor do mundo, em lugares diversos, como Milão e Veneza, na Itália, Paris e Aix-en-Provence, na França, Zaragoza e Bilbao, na Espanha, Bélgica, Suíça e Portugal, além de Estônia, Marrocos, Líbano, Singapura, China, Luxemburgo e Coréia do Sul.

Além da exposição, Alexandre Dang irá ministrar um workshop sobre o uso de energias sustentáveis por meio da arte. A data provável será no dia 20/09 às 18h.

A instalação pode ser visualizada no link a seguir: https://vimeo.com/137616196


Serviço:

Exposição: “LUZ, VIDA E PAZ” – ALEXANDRE DANG

Período: 19 de setembro a 4 de novembro de 2018.
Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 12h às 19h.
Local: Centro Cultural Correios Rio de Janeiro.
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, n. 20, Centro, Rio de Janeiro.
Tel.: 2253-2580 (recepção)


“GALERIA NOTURNA – A ESTÉTICA DO MEDO” – DANILO RIBEIRO
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Exposição reúne pinturas que retratam obras clássicas  da literatura de horror

A exposição Galeria Noturna – A estética do medo, do artista plástico carioca Danilo Ribeiro, reúne obras inspiradas em livros clássicos da literatura de horror. A exposição é composta por 20 pinturas inéditas de pequeno formato. Entre as obras retratadas nas telas do artista, destacam-se Drácula, O médico e o monstro, O fantasma da Ópera e Frankenstein. Além de buscar inspiração nas obras da literatura, as pinturas de Ribeiro também dialogam com a estética cinematográfica e com histórias em quadrinhos da década de 1950. O medo e o suspense são denominadores comuns dos trabalhos.

O nome da exposição é uma referência à série televisiva norte-americana Night Gallery, de Rod Serling, exibida no início dos anos 1970. Cada episódio da série se iniciava em uma galeria de arte, cujas obras davam início à história de suspense ou terror a ser apresentada a seguir. Muitos episódios tinham como base obras literárias. Assim como na série televisiva, a exposição de Danilo Ribeiro promove a interação entre pintura e literatura a partir de histórias de horror conhecidas do grande público.

Danilo Ribeiro trabalha com desenho e pintura e já participou de diversas exposições coletivas. Recentemente, alguns de seus trabalhos foram incluídos na exposição A Cor do Brasil e na exposição “Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas”, ambas apresentadas no Museu de Arte do Rio (MAR). Em 2012, Danilo Ribeiro foi um dos indicados ao Prêmio PIPA. Em suas exposições individuais anteriores, o artista abordou temáticas variadas em suas obras, como o povo carioca, o universo dos videogames e os medos infantis. Danilo Ribeiro é representado pela Artur Fidalgo Galeria, no Rio de Janeiro.


Serviço:

Exposição: GALERIA NOTURNA – A ESTÉTICA DO MEDO – DANILO RIBEIRO

Período: 19 de setembro a 4 de novembro de 2018.
Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 12h às 19h.
Local: Centro Cultural Correios Rio de Janeiro.
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, n. 20, Centro, Rio de Janeiro.
Tel.: 2253-2580 (recepção)


“DA NATUREZA, RESSONÂNCIAS CRAQUELADAS” – ALESSANDRA REHDER
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A jovem artista irá expor uma nova série de suas obras, com curadoria de Andrés
Hernandez.

A série de obras de arte que Alessandra Rehder apresenta na exposição estruturam-se como uma singular e projetiva instalação onde o tema é a Natureza. Os desdobramentos processuais nas abordagens que planteia a artista visam no reclamo da Natureza dos espaços que violentamente roubamos dela.

Sugere-nos o trânsito pelas salas do ambiente arquitetônico que recebe a exposição; recinto expositivo que como um diagrama datado nos coloca, em um primeiro olhar, onírica e ludicamente com um frame formatado por argumentos estéticos de contemplação e disfrute de prazer natural. Uma reconexão contemplativa e avaliativa de ações e consequentemente tonificadora de sentidos.

 A artista extrai e constrói seus manifestos visuais de processos de transformações naturais e/ou induzidos por ela que se refere à que o Homem ativa no ambiente natural. Ao mesmo que, como resultado dessa manipulação sobre esses processos, os devolve em particulares discursos estéticos com o intuito de radiografar e denunciar. Desde a matriz natural, eclodem desdobramentos referenciais das ações e responsabilidades do Homem em detrimento da vida e sobrevivência no mundo.

Rehder com seus recortes e texturas registradas, como na obra “Nepal”, que nos rementem à sustentos pictóricos, ou em “Pau Ferro”, referências ao início das instalações na arte contemporânea, na série “Orvalhos”, que corrobora as conexões interdisciplinares entre arte e vida e o potencial cognitivo da artista  ou na série “Fragmentos”,  vidros recortados  que age como estatuto metafórico à maleável fragilidade processual de possíveis  de rupturas na frágeis e voláteis relações dos seres humanos como o entorno natural. Já na série “Todos os olhos” com relevância de sobrevivência prospectiva e energia da confiança no futuro crianças de várias partes do mundo que, a partir do registro digital da artista, agitam o espiral ascendente de alegria e confiança em um por vir de luzes e cores límpidas, transparentes, cheirosas e harmoniosas no Universo.

Ao mesmo tempo, nas diversas modalidades artísticas contemporâneas que Rehder explora e transporta para manifestos visuais com insistentes potencialidades abstratas, a jovem artista profere, patenteia e denuncia com veemência o urgente de agirmos na preservação da Natureza, o comprometimento individual, desde a arte, com essa urgência assim como a atitude crítica particular para solucionar estas questões.  


Serviço:

Exposição: DA NATUREZA, RESSONÂNCIAS CRAQUELADAS – ALESSANDRA REHDER

Período: 19 de setembro a 4 de novembro de 2018.
Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 12h às 19h.
Local: Centro Cultural Correios Rio de Janeiro.
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, n. 20, Centro, Rio de Janeiro.
Tel.: 2253-2580 (recepção)


“INTERDEPENDÊNCIA” – ECILA HUSTE
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Telas vivas e vibrantes dão o tom na individual de Huste

O trabalho de Ecila Huste tem como fonte de inspiração a natureza. Seu interesse, no entanto, não é retratá-la e sim perceber o que ela tem sempre a nos ensinar.

Parto da imensidão de suas cores e formas, de sua grande diversidade, e da observação de que há espaço para cada espécie, de que cada uma é única e necessária para que a unidade se faça.

Como uma teia viva e vibrante, a natureza sempre pode nos servir como espelho. Somos seres únicos, interdependentes e de igual importância na construção desse sistema onde vivemos. Independente de credo, raça ou nacionalidade, há espaço para cada um de nós. Habitamos o mesmo planeta, temos diferentes talentos e grandes sonhos.

A artista utiliza tinta acrílica sobre tela em meu trabalho, que é quase sempre exuberante em cor e tem um grau de movimentação incessante, por onde o olho corre sem nunca pousar, incapaz de descobrir onde cada cor começa ou termina.


Serviço:

Exposição: “INTERDEPENDÊNCIA” – ECILA HUSTE

Período: 19 de setembro a 4 de novembro de 2018.
Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 12h às 19h.
Local: Centro Cultural Correios Rio de Janeiro.
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, n. 20, Centro, Rio de Janeiro.
Tel.: 2253-2580 (recepção)


“NEOCLIPES” – SANAGÊ
Escultura monumental toma conta da Praça dos Correios

Neoclipes é a primeira grande exposição do escultor Sanagê no Rio de Janeiro.

O artista apresenta um conjunto de obras, que têm como referência a estética do “clipe”, na Praça dos Correios, dentre as quais uma escultura monumental de 25 metros de comprimento, 15 metros de largura e 9 metros de altura.

Neoclipes esteticamente se aproxima da linguagem neoconcretista. Ao guardar forte identificação com este movimento, Neoclipes busca, de forma despretensiosa, ampliar a discussão do tema.

É o estudo da forma escultórica a partir de um elemento, passando a estabelecer um novo conteúdo, mantendo o diálogo e a identidade primitivos que nos remetem à linguagem contemporânea.

O clipe traz no seu desenho uma poética atrevida e instigante porque, em que pese sua aparência simples – até inexpressiva –, guarda características ímpares, por ter sua função absoluta sem uso de motores ou de qualquer outro elemento mecânico que a determine.

Essa liberdade de ação e composição determinam as obras Neoclipes.

Neoclipes é a poética atrevida da discussão da forma e conteúdo do clipes, este produto aparentemente simples, diria até inexpressivo, mas que tem características impares por ter sua função absoluta sem uso de motores ou qualquer outro elemento mecânico que determine suas características.


Serviço:

Exposição: "Neoclipes" – Sanagê

Período: 19 de setembro a 4 de novembro de 2018.
Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 12h às 19h.
Local: Centro Cultural Correios Rio de Janeiro.
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, n. 20, Centro, Rio de Janeiro.
Tel.: 2253-2580 (recepção)


“TRANSFORMAR,  DEFORMAR, DISSIPAR” - THAIENY DIAS
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Desconstruções do auto retrato a partir das selfies

 Do diálogo entre duas linguagens artísticas, a fotografia e a pintura, o Centro Cultural Correios apresenta sua nova exposição. “Transformar, deformar, dissipar” da artista visual Thaieny Dias, que traz uma seleção de trabalhos de pintura em diversidade de técnicas, em pequenos, médios e grandes formatos, geradas a partir de autorretratos fotográficos.

O processo criativo desta série começou quando Thaieny Dias tirou uma foto do próprio rosto, uma “selfie”, e percebeu que a imagem havia ficado desfocada e tremida. Em vez de descartá-la, a artista identificou ali uma nova imagem de si mesma. Então, com a câmera em posições diferentes de seu rosto ela fez outros autorretratos e utilizou as imagens resultantes da ação como matrizes para a criação de pinturas. A artista criou então a série “Limites da Existência Corporal na Imagem”, reunindo um recorte dessa pesquisa no Centro Cultural dos Correios, em dimensões variadas. A curadoria é de Joyce Delfim, pesquisadora de Teoria e História da Arte com especialização em estudos sobre o feminismo no contexto brasileiro das artes visuais.

O título da exposição “Transformar, deformar, dissipar” faz referência às variações da figura humana que a fotografia e a pintura permitem gerar. Neste caso, a artista não destrói, apaga nem exclui; ela transforma, transfigura, o trabalho apresenta possibilidades do corpo existir. Na pesquisa da artista, a fotografia captura uma parcela do tempo e a pintura contém outra  camada de parcela do tempo.

Em sintonia com discussões sobre igualdade de gênero e outras reivindicações civis femininas, a artista joga luz para uma pauta atual: a representação das mulheres na história da arte. Na opinião de Thaieny, a autorrepresentação de uma artista visual é também uma forma de resistência das mulheres. “A imagem de uma mulher sempre foi apropriada pelos homens, quando eles pintavam sempre as mulheres nuas ou em posições e situações que os agradavam. A mulher não tinha poder sobre sua imagem. Como artista, eu não consigo me dissociar de um contexto social e, portanto, essa pode ser também uma das leituras do meu trabalho”, completa.


Serviço:

Exposição: "TRANSFORMAR, DEFORMAR, DISSIPAR" – THAIENY DIAS

Período: 19 de setembro a 18 de novembro de 2018.
Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 12h às 19h.
Local: Centro Cultural Correios Rio de Janeiro.
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, n. 20, Centro, Rio de Janeiro.
Tel.: 2253-2580 (recepção) 

Centro Cultural Rio de Janeiro


Visitação:
Centro Cultural Correios
Rua Visconde de Itaboraí, 20 - Centro
Corredor Cultural
20010-976 - Rio de Janeiro - RJ
Telefone: 0XX 21 2253-1580
Fax: 0XX 21 2253-1545
E-mail:

Funcionamento:
O Centro Cultural Correios recebe visitantes de terça-feira a domingo, das 12 às 19h
Entrada franca.