Portal dos Correios

Sobre o Centro

O Centro Cultural Correios Rio de Janeiro está localizado na Rua Visconde de Itaboraí, 20, no centro da cidade. Integra o Corredor Cultural, tendo como vizinhos a Casa França Brasil, ao lado, e o Centro Cultural do Banco do Brasil, defronte.

Mais sobre o centro
O imóvel foi inaugurado em 1922. As linhas arquitetônicas da fachada, em estilo eclético, caracterizam o prédio do início do século, construído para sediar uma escola do Lloyd Brasileiro. Mas isto não ocorreu e o prédio foi utilizado, por mais de 50 anos, para funcionamento de unidades administrativas e operacionais dos Correios. Na década de 80, o imóvel foi desativado para reformas, sendo reaberto em 2 de junho de 1992, parcialmente restaurado, para receber a "Exposição Ecológica 92", evento integrante do calendário da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente - RIO 92.

A inauguração oficial do Centro Cultural Correios aconteceu em agosto do ano seguinte, com a Exposição Mundial de Filatelia - Brasiliana 93. Desde então, o Centro Cultural Correios vem marcando a presença da instituição na cidade com promoção de eventos em áreas diversas, como teatro, vídeo, música, artes plásticas, cinema e demais atividades voltadas à integração da população carioca com formas variadas de expressão artística.

Suas instalações, adequadas à realização de diversificada programação, ocupam integralmente os 3.480m2 da área do prédio. O Centro Cultural Correios Rio de Janeiro é dotado de três pavimentos interligados por um elevador, também do início do século, de onde se pode ter uma visão panorâmica de todo o ambiente interno.

No andar térreo, está localizado o Teatro com 320 m² e capacidade para 200 pessoas.

Também no térreo há uma Galeria de Arte para pequenas mostras. No segundo e terceiro pavimentos, estão localizadas dez salas de exposições, com infra-estrutura e iluminação propícia a eventos de grande porte.

Ao fundo da Galeria de Arte está localizada a Agência JK, que oferece os serviços de Correios e de conveniência, com funcionamento de terça-feira a domingo, do meio-dia às 19 horas.

O Centro Cultural Correios dispõe também de um Bistrô, que funciona durante o horário de realização dos eventos.

A Praça dos Correios - uma área aproximada de 1,3 mil m² ao ar livre, com espelho d'água e suporte de uma concha acústica, que pode receber um público numeroso para eventos a céu aberto.

O Centro Cultural Correios, em média anual, recebe um público 400 mil visitantes e promove cerca de 50 eventos, com atrações variadas de teatro, música, dança, cinema e vídeo, além das exposições de diversos tipos de arte.

Confira as plantas baixas do Centro Cultural Correios no Rio de Janeiro



Programação

EXPOSIÇÕES


“SERES" - JORGE BARATA

CCCRJ Seres Jorge Barata img1

Jorge Barata reúne 9 quadros de grande dimensão em técnica mista, óleo e acrílico sob canvas e 28 esculturas de argila e bronze patinado.

O artista contemporâneo se utiliza do mundo da imaginação para trabalhar com a realidade. Nos últimos trabalhos de Jorge Barata essa relação se desenvolve através de uma vivência puramente urbana , na observação do homem na multidão com suas diversidades e dificuldades , expõe rostos , muitos rostos. Neste processo o artista atinge um momento onde sente a necessidade de expansão espacial , e passa também a trabalhar com objetos tridimensionais , é a imagem saindo do campo bidimensional da tela. 

“Rostos estranhos de figuras irreais parecem posar eternamente para um retrato, uma foto imaginária. Tais rostos, no entanto, só poderiam ter sido imaginados e produzidos por meio da pintura. Essa mídia manual é a única realidade - uma realidade corporificada pela tinta e pelo gesto do pintor – talvez , por isso, transborde o campo habitual das imagens de registro eletrônico surpreendendo o espectador. Ainda assim esses personagens parecem contemporâneos a dialogar com o ruído das metrópoles e com a música que vem do blues ao hip hop.

Mostrar essas obras é dar continuidade aos fluxos do trabalho do artista, que desnuda seu inconsciente através de uma linguagem livre e pulsante. É, por isso mesmo, uma obra forte, expressiva, praticada desde dos primórdios do expressionismo no começo do século XX, até a atualidade.”

Ivan Pascarelli / curador

SOBRE  JORGE BARATA

Jorge Barata nasceu em 30 de março de 1959. Pintor e escultor, vem se destacando no circuito de arte contemporânea do Rio de Janeiro como expoente do neoexpressionismo. Jorge tem um processo de criação único, onde a vitalidade do traço, combinado com cores fortes faz com que o espectador se depare com uma obra carregada de emoções. Suas obras já figuram em coleções particulares e fundações culturais.

Serviço:
Exposição: “SERES” – JORGE BARATA
Abertura: 12 de fevereiro de 2019, às 19h
Visitação: de 13 de fevereiro a 10 de março 2019
Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 12h às 19h.
Local: Centro Cultural Correios Rio de Janeiro
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, n. 20, Centro, Rio de Janeiro.
Tel.: 2253-1580 (recepção)


“O NEGRO NO RIO" - GEORGIA LOBO
CCCRJ O negro no rio 21.02.2019

Apaixonada pela cidade do Rio de Janeiro, onde nasceu e reside, Geórgia Lobo, reflete em suas pinturas momentos do cotidiano, que emocionam com sua sensibilidade e pinceladas fortes, marcas registradas de sua arte. Formada em Desenho Industrial pela Puc começou a pintar à óleo em 2007 . Como artista plástica tirou segundo lugar no concurso Novos Talentos da Cesgranrio e teve vários quadros em novelas da Rede Globo. A própria exposição ‘O Negro no Rio’ surgiu após a encomenda de um quadro para uma novela onde o Rio de Janeiro seria o tema.

“Comecei a esboçar a cena , coloquei Ipanema e quando ia desenhar duas meninas de biquíni asa delta no plano principal, de repente mudei de ideia e coloquei um negro de costas com uma bola na mão. Desde o início da minha ligação com a pintura , sempre que retratava o negro , era de uma forma leve, alegre, com bastante autoestima e a exposição será toda assim, totalmente longe de estereótipos.”, relata Geórgia Lobo sobre sua primeira exposição individual que contará com 25 telas, sendo que, três serão painéis e ocuparão duas salas do Centro Cultural dos Correios entre os dias 24 de janeiro a 10 de março.

Desde o início esses personagens coloridos, de força e mistério, apareciam não apenas nas telas, mas na minha vida, no cotidiano, no meu olhar, em busca dessa verdade tão próxima.

Está na minha árvore genealógica, nas minhas angústias, nas agruras de família, na solidão e na invisibilidade que a cor impõe e expõe. Um tema gerador de desconforto se descortina e reaparece na tela de forma transformadora fazendo com o que era motivo de vergonha vire orgulho, nessa jornada de 7 anos redescobri que meu avô materno foi um herói anônimo.

Dr. André Ferreira dos Santos, filho de escravos, 12 irmãos, único na família a aprender a ler e escrever, caminhava mais de 7 km para chegar à escola, trabalhando como pedreiro se formou em Farmácia e depois em Medicina se tornando o médico mais famoso de Piracicaba no início do século passado.

Serviço:
Exposição: “O NEGRO NO RIO” – GEORGIA LOBO
Abertura: 23 de janeiro de 2019, às 19h
Visitação: de 24 de janeiro a 10 de março 2019
Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 12h às 19h.
Local: Centro Cultural Correios Rio de Janeiro
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, n. 20, Centro, Rio de Janeiro.
Tel.: 2253-1580 (recepção)


“UM RIO DE SENTIMENTOS" - COCCO BARÇANTE
CCCRJ U rio de sentimentos 21.02.2019

Para celebrar seus 42 anos de carreira artística e homenagear os artesãos que participaram dos projetos sociais desenvolvidos no período, o artista plástico Cocco Barçante apresenta a exposição Um Rio de Sentimentos.

Durante a exposição,  do dia 22 a 27 de fevereiro, será  montado um atelier interativo, denominado Viva o Carnaval Carioca, onde os visitantes terão  a oportunidade de interagir com fantasias e máscaras de carnaval de diversas escolas de samba do Rio, sempre das 13h às 18h e ainda realizar oficinas com o artista, de máscaras  artesanais. Programação  gratuita.

Dividida em temas que valorizam o artesanato desenvolvido no estado do Rio e que reforçam o empoderamento feminino através da arte, a mostra se espalha por diversos ambientes. Na sala principal, batizada de Sala Cidade, o destaque é o conjunto de 15 painéis produzidos em oficinas de cidadania e sustentabilidade – o trabalho é desenvolvido por Cocco há 16 anos, em diversas comunidades do Rio. A sustentabilidade se faz presente na Sala Planeta, dedicada à metarreciclagem de lixo tecnológico.  Além de outros painéis a exposição apresenta uma instalação artística inédita, criada a partir de lixo coletado no oceano por pesquisadores e alunos da Universidade Federal Fluminense – UFF, no Porto de Paranaguá. O ambiente é interativo, com oficina de criação, estimulando o visitante a repensar nossas responsabilidades com o meio ambiente e ao mesmo tempo vivenciar a emoção de fazer parte de um processo criativo compartilhado.

Já a Sala Museologia Social apresenta parte do acervo do Museu do Artesanato, um dos orgulhos de Cocco, criado pelo artista na cidade de Petrópolis, com trabalhos de artesãos de diversas regiões do estado. Entre as obras presentes na mostra está uma peça em homenagem a São Francisco de Assis, feita com reaproveitamento de papel, obra do artesão Mário Luís, de Conservatória.  As mulheres marcam presença na Sala Empreendedorismo. O poder empreendedor feminino é representado por uma enorme mandala formada por máquina de costura, tecidos reaproveitados e caixas de papelão. A instalação artística, uma homenagem a bordadeiras e costureiras, conta ainda com trabalhos desenvolvidos pelas crianças do projeto FavelaArt, do Complexo do Alemão, sob orientação da artista e líder comunitária Mariluce Mariá..

Serviço:
Exposição: “UM RIO DE SENTIMENTOS” – COCCO BARÇANTE
Abertura: 23 de janeiro de 2019, às 19h
Visitação: de 24 de janeiro a 10 de março 2019
Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 12h às 19h.
Local: Centro Cultural Correios Rio de Janeiro
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, n. 20, Centro, Rio de Janeiro.
Tel.: 2253-1580 (recepção)


“DESLOCAMENTOS” – RODRIGO PEDROSA

As pinturas que Rodrigo Pedrosa apresenta vêm na sequência de sua mostra Humanidades em que podíamos vislumbrar seus questionamentos mais íntimos sobre os rumos que estamos vendo nossas escolhas nos levarem: ao abismo da solidão, do medo e mesmo da autodestruição. A ambiguidade que permeava aquele conjunto de esculturas e pinturas está, nas relações que cada conjunto de telas possui, refletida no espectro imagético selecionado e descrito pelo artista como eixo fundamental de suas investigações artísticas. Fica claro para aqueles que acompanham sua produção o quanto lhe é árduo debruçar sobre questões que tratam da condição humana nos dias de hoje. É o artista que se ergue dos escombros e se põe em marcha na denúncia de acontecimentos cujo viés claramente aponta para a falência do que entendemos como civilização. Em seus dípticos ficam também evidentes as confusões que a cada dia são criadas pela profusão de imagens que encontramos espalhadas na world wide web. Rodrigo é pródigo em perceber, coletar, contrapor, propor, instigar o confronto entre elas, por que mais que buscar enaltecer a imagem ele busca salientar a relação entre coisas e fatos distintos, um reflexo que mostra o avesso dos eventos e seu duplo, talvez impossibilidades que se constituam num desafio para o futuro: como viver juntos?

Deslocar contextos é o leitmotiv da exposição que exaure o olhar comparativo pelo absurdo de suas premissas que vão requerer do observador reflexão, alteridade, amplitude visual. Não bastará passar em revista cada tela, ainda que elas estejam restritas a poucos elementos, posto que a forma é apenas um aperitivo, o que importa é desvelar as camadas de tinta e chegar às minúcias da fatura pelo seu conteúdo. Rodrigo está lado a lado com artistas contemporâneos como o britânico Banksy ou o turco Ugur Gallen na construção de imagens que confrontam utopias e distopias, crônicas de um tempo líquido, incerto, ainda por achar seu caminho.

Osvaldo Carvalho

Serviço:

Exposição: “DESLOCAMENTOS” – RODRIGO PEDROSA
Abertura: 06 de fevereiro de 2019, às 19h
Visitação: de 07 de fevereiro a 10 de março 2019
Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 12h às 19h.
Local: Centro Cultural Correios Rio de Janeiro
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, n. 20, Centro, Rio de Janeiro.
Tel.: 2253-1580 (recepção)



“DE FORA PARA DENTRO” – CARLOS BERTÃO

O Centro Cultural Correios e a ECOCEB têm o prazer de apresentar DE FORA PRA DENTRO, uma exposição coletiva que reúne cinco renomados artistas cariocas - Bruno BR Bogossian, GAIS Ama, Marcelo Macedo MACK, MATEU Velasco e Rodrigo VILLAS, que têm como ponto comum de suas carreiras o início nas ruas, se expressando através do grafite, passando posteriormente a desenvolver obras para serem expostas em ambientes fechados, como museus, centros culturais, galerias de arte.

BR, que integrou o coletivo pioneiro do grafite no Rio, Fleshbeck Crew, depois de se dedicar ao desenho, encontra-se numa fase mais abstrata, pintando sem qualquer esboço, equilibrando formas e cores.

GAIS, criado na Comunidade da Maré, começou muito jovem a grafitar os muros do Rio, tendo trabalhos realizados também nas ruas de Amsterdã e Roterdã. Hoje tem trabalhos expostos em galerias no Brasil e no exterior.

MACK transita entre o criar e o recriar, gerando com essas combinações e possibilidades um grande quebra-cabeça, criando peças onde os objetos passam a ter uma nova vida em um novo corpo.

MATEU tem em seu currículo inúmeros cursos de gravura, ilustração, caligrafia experimental e computação gráfica. Com esta bagagem, Mateu desenvolveu um estilo próprio em suas obras, que podem ser vistas em galerias de arte do Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Paris e Lisboa.

VILLAS é ilustrador e artista plástico carioca com passagem bem sucedida em Barcelona. Criou um canarinho de madeira, o LOVE BIRD, em cores vibrantes, colocados em fios de eletricidade, espalhados em diversas cidades pelo mundo.

A mostra coletiva tem a Curadoria de CARLOS BERTÃO.

Maiores informações podem ser obtidas com o Curador, Carlos Bertão - cbertao@gmail.com, 21-97123-2009.

Serviço:

Exposição: “DE FORA PARA DENTRO” – CARLOS BERTÃO
Abertura: 20 de fevereiro de 2019, às 19h
Visitação: de 21 de fevereiro a 07 de abril 2019
Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 12h às 19h.
Local: Centro Cultural Correios Rio de Janeiro
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, n. 20, Centro, Rio de Janeiro.
Tel.: 2253-1580 (recepção)



“BRASILEIROS EM FLORENÇA” – RUY SAMPAIO



Artistas que apresentaram obras na Bienal de Florença abrem exposição no Centro Cultural Correios

No dia 20 de fevereiro, quarta-feira, às 19h, inaugura, no Centro Cultural Correios, no Rio de Janeiro, a coletiva “Brasileiros em Florença”, com curadoria de Ruy Sampaio. Os artistas, a convite do curador, participaram, em anos distintos da Bienal de Florença, na

Itália. Agora, em 2019, novamente a convite de Ruy, abrem esta mostra, que faz um passeio pelos últimos 20 anos da Bienal de Florença, no período em que se tornou Comissário desta bienal. São eles: Célia Shalders, Fernando Mendonça, Guilherme Secchin (In memoriam), Marilou Winograd, Mário Camargo, Roberto Lacerda, Osvaldo Gaia, Sandra Felzen e Viviane D’Ávilla. A exposição apresenta cerca de 50 obras, entre pinturas, objetos, fotografias e instalações. Cada artista com a sua particularidade e técnica própria.  Os artistas brasileiros foram a Florença e, agora, Florença vem ao Brasil. “Este projeto sobre a Memória é uma homenagem à Bienal Florentina”. 

As obras escolhidas refletem a produção contemporânea de cada um. Mais sobre os artistas e suas obras:

Célia Shalders nasceu no Rio de Janeiro. Épintora, gravadora, desenhista e artista gráfica.Teve formação com Ivan Serpa,J osé Assunção de Souza, Maria de Lourdes Novaes e Frank Shaeffer .Abriu individuais e participou de coletivas no Brasil e no exterior. Recebeu diversos prêmios, entre eles, na década de 60, no II Salão Nacional de Arte Contemporânea, em Campinas (Prêmio Prefeitura Municipal); em 1974, no XXIII Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro (Prêmio de Viagem ao País); e em 1976, Premio Internazionale Biella per Lincisione, na Itália. Nesta exposição, a artista vai mostrar gravuras em metal, trabalhos expressionistas sobre tela, usando tinta industrial, carvão e texturas, além de trabalhos feitos sobre preto com lixívia, tela pintada com terra e recortes para que seja possível visualizar outra tela pintada sob a recortada.

Guilherme Secchin, artista visual, falecido em 2016 aos 57 anos. Ficou conhecido em meados dos anos 1980, quando suas telas estão repletas de cenas noturnas e bares. Também pintava a cidade, a Lagoa e o Jardim Botânico, bairro onde morava e tinha seu ateliê. Ao longo de sua carreira, após muitas exposições individuais e coletivas no Brasil, na França, na Inglaterra, nos Estados Unidos, em Moçambique, na Itália, na Alemanha e no Equadror, Secchin declarou ser um artista em constante transformação. Para esta mostra, vai exibir 1 trabalho inédito de pintura em acrílica sobre tela - um dos últimos trabalhos dele.

Fernando Mendonça vive e trabalha no Rio de Janeiro. É pintor maranhense, cuja obra trata questões figurativas contemporâneas com constantes referências à pintura fora do cavalete convencional, unindo, assim, convenções e rupturas. Para esta exposição, vai apresentar um trabalho de pintura e memória: um políptico que compõem uma imagem iconográfica e topográfica interligada, executado a partir de gavetas resgatadas em caçambas de lixo, envelopadas com telas de pinturas convencionais. Dono de uma pintura forte e instigante, acabou de chegar do Canadá, onde apresentou, em exposições individuais, seus últimos trabalhos.

Marilou Winograd trabalha com macro imagem, é pioneira no Brasil em relação a esta

  1. Reconstrói e processa fotos e colagens resignificando conceitos e conteúdos. Vive e produz no Rio de janeiro. Participa desde 1970 de exposições individuais, coletivos,

congressos e bienais no Brasil e no exterior, com fotos, vídeos, instalações, objetos e pinturas. Publicou o livro ‘O Silêncio do Branco’, em 2004, relato visual da sua viagem à Antártica num contraponto com a sua obra. É curadora do projeto Zona Oculta – entre o público e o privado, do projeto Acesso Arte Contemporânea, ambos com mais de 370 artistas. Para esta exposição, vai apresentar uma nova série [MISE EN ABYME]. Serão 4 fotos/colagens analógicas impressas de seda de 140 x 200 cm cada e 2 caixas de espelhos com agulhas de 20 x 20 x 15 cm cada, uma ocupando 140 x 850 cm. O video/arte apresentado por Marilou em 2007, na Itália, foi o primeiro vídeo/arte apresentado na Bienal.

Mário Camargo é um dos artistas que vai apresentar parte da mesma obra que expôs em 2017, na Itália. Trata-se de 2 instalações, uma composta por 18fotos que foram expostas na Bienal formando um painel de 230 x 150 cm e outra sequência de 14 fotos que, no seu conjunto, expõe o espectador a uma paisagem, que engana os sentidos, na trilha do ilusionismo. Nos jardins/floresta da Villa Borghese formada por centenas de pinheiros negros da Áustria, Mario registrou, em suas fotos, verdadeiras obras de arte extraídas dessas imagens. Mostrou o que passa despercebido aos olhos dos visitantes. Recebeu prêmios de viagem a Paris, no Intercâmbio Cultural França – Brasil, e no Chile no ‘Concurso Latino Americano de Pintura’. Possui obras em coleções públicas e particulares. Realizou individuais e coletivas no Brasil e no exterior em feiras e galerias.

Osvaldo Gaia foi premiado, em 2007, na Bienal Internacional Dell’Arte Contemporânea, em Firenze, na Itália. Ganhou o prêmio uma ‘medalha de ouro’ pelo conjunto de obras expostas. É natural de Belém, mas vive e trabalha no Rio de Janeiro. Escultor e pintor. Sua formação artística foi se constituindo através de pesquisa e experimentações dentro do universo amazônico com elementos que se identificam como estruturas escultóricas, porém em um escopo abrangente e perceptível da forma, em relevos, texturas e transparências. Já abriu coletivas e individuais no Brasil e no exterior. Sua produção artística abrange desde pequenos objetos a instalações e intervenções urbanas. Em 2014, realizou residência na Casa da Imagem em Vila Nova de Gaia/Portugal e, em 2015, no Instituto Massenzio Arte em Roma/Itália. Ganhou o Grande Prêmio, no Salão de Arte Contemporânea em Belém e na Feira de Arte Artigo Rio. Suas obras se encontram em importantes coleções particulares e institucionais. Nesta mostra dos Correios, vai apresentar a instalação ‘Elementos De Um Elo’ que destaca o peso, o equilíbrio e a sustentação da condição humana na Terra. E o faz com os elementos que a região amazônica oferta em conexão com a modernidade de outros materiais reinventados pelo artista.

Roberto Lacerda abriu, recentemente, uma exposição em Bruxelas, na Bélgica, que foi muito elogiada pela mídia internacional. Nesta exposição, ele vai falar de tempo, de transformações e de passagens, usando como elemento de síntese a seda, milenar e universal. O artista deixa-se levar pelo acaso, claramente percebido num certo tachismo surgido da técnica com que trabalha inicialmente o suporte, para depois, conduzido pelo desejo de transformar o que antes era pura casualidade, inserir fios metálicos no tecido, antes vaporoso, para manipular a forma, dar estrutura ao conjunto, estabelecendo caminhos paradoxalmente opostos. Vai apresentar casulos, produzidos em seda bruta (antes de ser retirada a cera) e pintadas com nanquim e tecidas com fios de aço.

Sandra Felzen é formada em Química e Mestre em Ciências Ambientais. Iniciou seus estudos em artes plásticas durante os anos 80 em Nova York e, a partir daí, dedicou-se inteiramente às Artes. Sua temática é muito relacionada às questões ambientais e à Natureza, de uma forma geral. Realizou várias exposições individuais no Brasil e nos Estados Unidos. Participou de diversas coletivas no Brasil e no exterior, como a 5 a Bienal de Florença de Arte Contemporânea, no ano de 2005. Sua poética visual envolve as linguagens do desenho e da pintura, a relação entre a trama da textura e do traçado com a matéria pictórica. Ao explorar uma ampla variedade de tons, busca a luminosidade particular de cada obra. Os materiais dos quais se utiliza são óleos, têmperas, bastões a óleo e pastéis a óleo. O suporte é a tela, onde inicialmente aplica colagens de tecidos. A série azul a ser apresentada nesta exposição, demonstra sua transição do elemento terra para o elemento água. A sensação é de fluidez e movimento, evocando, assim, o ir e vir do mar.

Viviane D’Ávilla abriu, em 2018, exposição em Paris, através de uma galeria da Áustria. Jornalista e documentarista brasileira, natural da cidade do Rio de Janeiro, conheceu a fotografia ao longo do curso de jornalismo. Em busca de um maior aprofundamento concluiu cursos de especialização, na escola Ateliê da Imagem e fez aulas de Portfólio e História da Arte e Fotografia Contemporânea na EAV Parque Lage. Em Nova York, estudou técnicas fotográficas na Parsons; no International Center of Photgraphy, fez aulas de Fotografia Documental, Filmagem e Edição de vídeos. Foi pra Índia, em 2017, filmar um projeto autoral de um documentário, que foi selecionado para o Festival Do Rio e o Canal Futura e agora está sendo selecionado para alguns editais internacionais. Concluiu o filme em 2018.Para “Brasileiros em Florença”, vai apresentar a série ‘Alma’, desenvolvida em paisagens remotas localizadas em sua cidade, por meio de estudos sobre psicologia, a história da mulher ao longo dos anos, Viviane busca uma experiência imagética através da psique feminina, com imagens que enfatizam o poder feminino e sua íntima conexão com a força criativa da natureza. Em 2017, recebeu premiação na Bienal de Florença.

Serviço:

Exposição: “BRASILEIROS EM FLORENÇA” – RUY SAMPAIO
Abertura: 20 de fevereiro de 2019, às 19h
Visitação: de 21 de fevereiro a 07 de abril 2019
Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 12h às 19h.
Local: Centro Cultural Correios Rio de Janeiro
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, n. 20, Centro, Rio de Janeiro.
Tel.: 2253-1580 (recepção) 

Centro Cultural Rio de Janeiro


Visitação:
Centro Cultural Correios
Rua Visconde de Itaboraí, 20 - Centro
Corredor Cultural
20010-976 - Rio de Janeiro - RJ
Telefone: 0XX 21 2253-1580
Fax: 0XX 21 2253-1545
E-mail:

Funcionamento:
O Centro Cultural Correios recebe visitantes de terça-feira a domingo, das 12 às 19h
Entrada franca.